O bibliotecário anarquista...
...mudou, finalmente, de casa. Nós por cá, a little bit conservatives [é nestas pequenas coisas que isto se vê] preferimos, sem sombra de dúvida, os endereços do tipo: qualquercoisa.blogspot.com. Bem-vindo, Adal!!!
«O prazer é o principio e o fim de uma vida feliz.» Epicurus
O bibliotecário anarquista...
Vasco Pulido Valente no Espectro
A luta de classe. [ecos do tempo presente, 2]
O equívoco de Marx. [ecos do tempo presente, 1]
WOLFGANG AMADEUS MOZART (Apontamento epicurista, ou de como os prazeres se cruzam)
Devia ter 10 anos. Por esta altura via todos os filmes que passavam no agora, desde há anos, encerrado cinema do Pão de Açúcar de Cascais: o Miramar. Sem critério. Terá nascido aqui, ou talvez um pouco antes, no também finado S.José, ao lado do Jardim Visconde da Luz, o meu gosto pelo cinema. Mas foi ali, definitivamente, que nasceu a minha paixão pela música do Mozart. Entrei, sentei-me na sala e esperei o “filme”. O cartaz dizia Flauta Mágica. Por aquela altura não se comiam pipocas no cinema, os Looney Tunes não incentivavam, portanto, à sua compra e também não havia publicidade a anteceder os filmes. Passavam documentários ou filmes de animação muito curtos. Curtas-metragens. O filme, dessa vez, começou logo e eu demorei tempo a perceber o que se estava a passar. Aquilo não era o documentário e o filme não viria a seguir. Eu estava a ver uma ópera. Era esse o “filme” que eu tinha ido ver. E foi nesse dia que, pela primeira vez, senti o toque de Mozart. Quando o papagueno e papaguena dialogaram entre si.WOLFGANG AMADEUS MOZART (Apontamento analógico)
WOLFGANG AMADEUS MOZART (Apontamento pessoal)
O caldo cultural do bloco.
A nuvem por Juno de Constança Cunha e Sá. Constança diz que “é próprio dos tempos dizer mal de Soares”. Depois faz um elogio ao homem político e à sua coragem ao mesmo tempo que zurze contra a “direita” por esta, supostamente, se deliciar com a “arrogância” dele. Pessoalmente creio que a Constança está enganada e acaba sendo injusta. Eu, que nunca gostei de Soares e que nunca votaria nele, concordo que, na sua posição, o facto de ter avançado para uma corrida presidencial revela uma coragem considerável e muitíssimo estimável em tempos de tanta cobardia e de tanta gente assustada a conservar pequenos e falsos pedestais. Agora, o facto de ter sido corajoso não faz com que tenha tido razão, nem que tenha sido elevado no combate. No fundo, o que acabou por, inexoravelmente, demonstrar foi que para alguns políticos do “seu tempo” e, infelizmente do nosso, praticamente todos os meios justificam os fins. Mas Soares terá, não lhe tenha a cegueira do ego tocado de forma irremediável, aprendido uma lição “fora do tempo”: é que a “arrogância” - e chamemos-lhe apenas "arrogância", para não descermos muito baixo - que lançou sobre Cavaco Silva acabou por disser mais de si que propriamente dele.
A razão de Soares.
A Porsche quer vender mais de 300 carros em Portugal.
As eleições presidenciais e a esquerda
PONTA SUL: Esclarecimento!
A regionalização.
As eleições e a escolha de Cavaco Silva.
A lição (parte II). Muito reticente, mas com um pequeno herói a arder em febre nos braços, lá fui ao Hospital de Beja, para um reencontro, ao fim de muito tempo, com o SNS. E… foi uma experiência excelente. Cheguei ao atendimento, dei os dados do pequeno Afonso, antes de ter tempo de me sentar na sala de espera fui chamado à triagem que imediatamente me encaminhou para as urgências pediátricas, onde fui imediatamente atendido, tal como na secção de radiologia. No fim do muito atencioso e veloz processo, onde o Afonso foi sempre muito bem tratado, ainda houve tempo, face à ausência de moedas no bolso, para que uma anónima enfermeira (as pessoas boas são quase sempre anónimas!) comprasse um Yogurte líquido e o oferecesse ao bravo Afonso.
A lição. Pago (ou melhor, pagava), mensalmente, 4 seguros de saúde à Espírito Santo Seguros (Advancecare). Enquanto vivi em Lisboa, tudo correu bem. Serviços de excelente qualidade, vários médicos de várias especialidades, deslocações a casa. Entretanto mudei-me para Cuba do Alentejo e, como que por magia, continuei a pagar o mesmo, a viver no mesmo país, mas deixei de ter, por exemplo, pediatras em todo o Distrito (de Beja), passei a ter, somente, um clínico geral em todo o Distrito e a depender da sua boa vontade para se deslocar a casa. No Domingo, o Afonso estava muito doente, eram 19h e ele não quis lá passar… tive que ir ao Hospital Distrital de Beja. Ter seguro de saúde ou não ter, foi rigorosamente a mesma coisa. Assim, já dei indicações à minha excelente gestora BES 360, para que deixem de me cobrar 20 contos todos os meses. Não vou ser o otário que vai andar a pagar os cuidados de saúde dos habitantes das zonas urbanas e litorais.