terça-feira, março 07, 2006

O "anel de sinete" da aristocracia bufa!
Como é que é possível que em 2006, em Portugal, ainda haja jovens recém-licenciados (e outros já não tão recém...), que a primeira coisa que fazem quando acabam os cursos (umas meras licenciaturas de qualidade duvidosa, ainda por cima) é espetar nos dedos os ilustres aneis de curso?! Num país onde falta gente arrojada, desassombrada, auto-confiante, continuamos a ter mais e mais "doutores". Sociologicamente - e até com uma ponta de comiseração - eu até compreendo o fenómeno. Mas o que não posso aceitar é que a Universidade não tenha sido capaz, em 4 anos, de deitar por terra essa tentação possidónia, arcaica e arcaizante. Como diz um amigo meu: não me espanta que tenham concluído o ensino superior, o que me espanta é que tenham concluído a 4ª classe.

11 Comments:

At 11:38 da tarde, Blogger 1313 said...

quanto mais burro, maior é a pose superior perante os restantes, mais brilhante é o cachucho e mais sonante e colocada é a voz. não falha.

ao telefone: " aqui fala o doutor sicrano ..."

no cinema: "sô ó não sô dôtôr? ó homem chame-me dôtore!
sim, senhor dôtôr.
tá a ver esta girafa cheia de manchas? é fígado.
...
vamos lá a ver essa macacada toda"

 
At 12:55 da manhã, Blogger Zecatelhado said...

Completamente de acordo.

Um @bração do
Zecatelhado

 
At 6:56 da tarde, Anonymous Planície Heróica said...

(Pedro, vou dar-te no toutiço. Prepara-te.)

Pedro, a distribuição do sinete é muito democrática: há burros que usam e burros que não o usam... Essa merda do sinete faz-me lembrar a gravata do Louçã: podes usar gravata e ser inteligente, podes usar sinete e não ser uma besta, podes até licenciar-te e não usar sinete só para esconder a evidência de que és uma besta presunçosa ...


P.S.: Dúvida existencial (à laia de sumário) do caneco: Tenho a presunção de ser licenciado e não usar 'sinete'. Sou, à vista desta posta, mais inteligente do que os meus colegas que o usam?
Mais a sério: há colegas do meu curso aue usam o sinete para não desagradar ao familiar que lho ofereceu. Serão umas bestas?


Esta é uma das postas -desculpa a sinceridade- mais preconceituosas (o pré conceito de que só os 'nharros' usam sinetes) que escreveste...

Um abraço amigo,
Francisco Nunes

 
At 1:36 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Ó amigo não me lixe o negócio que já esta tão fraco.
Quem não gosta não usa!

 
At 8:53 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Dorzita de cotovelo?
Se for licenciado sempre pode usar um, que é para isso que servem e são feitos, se não for é que fica um poucarrichito mal, mas quem nã sabe até gosta
tenha um bom dia e seja feliz em vez de andar a olhar para os deditos dos outros olhe ´pô seu e faça um cursito pa usar o cachucho

 
At 10:54 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Oh pá cachuxos vendem-se nas ourivesarias. E actualmente qualquer um passa na faculdade desde que tenha figado e trocos para as festas de S. Bock. E depois é assim: -Portugal, quem tem olho é rei! Vamos lá ver como xulo aqui os tugas afinal agora sou SENHOR DOUTOR Hummm o melhor é ir pra politico ké o ke tá a dar.

 
At 9:01 da tarde, Anonymous Anónima said...

A mim parece-me que o senhor (doutor nao, de certeza) apresenta sintomas de inveja! Então uma pessoa passa quase 20 anos a estudar e só porque tem o prazer de usar o SEU anel de curso é burro?! Ora... Eu nao pretendo usar anel de curso porque eles sao horriveis mas se fossem mais bonitos teria todo o prazer!

 
At 7:57 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Olá. Nao me parece minimamente plausivél essa opinião sobre anel de sinete. Eu sou licenciada, nao uso anel de curso, nao faço questão nem gosto que me tratem por "doutora", mas nao considero haver problema naqueles que o usam, nem que seja um acto de comiseração. Sim, é verdade que o País precisa de gente arrojada, auto-confiante mas acredito que os jovens deste Páis o são, o que falha são as nossas políticas,as ajudas aos jovens licenciados porque hoje em dia fazer um curso superior tem mais a ver com realização pessoal do que propriamente ser doutor pois a "cunha" é o que continua a valer e ter ou nao o canudo nao importa quando se trata de arranjar um "bom tacho".

 
At 12:54 da manhã, Blogger O Duende Assassino said...

Uma coisa que os portugueses ainda não perceberam é a distinção entre o ser doutor e o não ser. É consabido, ou melhor, deviam saber que "Doutor" é um título académico para quem completa o doutoramento, que corresponde ao último nível do ensino superior, logo a seguir ao mestrado. Seguindo esta premissa, é axiomático que um licenciado não é de forma alguma um doutor. Apenas os leigos nessa matéria e os pseudo-doutores apropriam-se injustamente desse título - um título que requer um enorme esforço para obtê-lo, mais do que a própria licenciatura e mestrado juntos. Acreditem! É por isso que se diz que neste país há muitos doutores, mas poucos Doutores! Perceberam?

 
At 3:23 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Senhores,
Sejam doutores ou não, todos me merecem respeito enquanto cidadãos cumpridores.
Dito isto, o anel usa quem quer, quem gosta, quem se sente bem a usar.
Tirei o curso de Engenharia Civil do IST.Foram 5 anos (e não 4, como é moda em algumas faculdades...)
Posteriormente, fiz certificações internacionais e pós-graduação.
Ainda não tenho anel de curso, mas se tal me calhar, vou usá-lo como e quando me apetecer pois representa para mim batalhas que venci e metas alcançadas.
Não preciso do anel para saber e/ou mostrar o "Prof. Dr. Engº" antes do meu nome: eu sei que sou. E se o sou, devo-o a muitas horas de esforço e sacrifício entre trabalho e estudo.
Se há quem atribua a um anel outro significado, temos pena. O que me interessa é o que significa para mim: vitórias pessoais.

 
At 6:12 da tarde, Anonymous Anónimo said...

acabei de cagar e estando a olhar para a merda que ainda danca na sanita em rodopios loucos vi quão semelhantes sois ao vil dejecto tanto na vossa aparencia fisica assim como na materia fecal que ocupa o lugar dos vossos miolos.mas como dizia alguem,bem mais sabio que vos,sois todos feitos da mesma merda,filhos de filhos-da-puta e miseraveis por natureza.

 

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