quinta-feira, julho 15, 2004

Uma palavra sobre Lisboa. Como seria de esperar, realçando a parca importância que o municipalismo tem em Portugal, o “escândalo” político que afectou o país por via da sucessão de Santana Lopes a Durão Barroso na liderança do governo – governo e lugar que não são directamente eleitos – não teve semelhante repercussão na sucessão para a Câmara de Lisboa. Ora, eu que votei PSD nas últimas eleições fi-lo, não porque quisesse, especialmente, o Durão Barroso como primeiro-ministro, mas porque queria o PSD no governo, com o seu programa. Mas foi em vão o meu voto, porque no círculo eleitoral em que estava inscrito – Beja – o PSD não elegeu nenhum deputado. De qualquer forma foi para a assembleia – órgão por excelência da democracia e da representatividade – que votei. Para as eleições autárquicas, porém, eu para lá de votar para a assembleia municipal, voto para o executivo – um executivo liderado por um candidato a Presidente da Câmara, eleito directamente. Neste sentido parece-me que seria muito mais pertinente a reclamação de eleições autárquicas extraordinárias em Lisboa, que eleições legislativas...

2 Comments:

At 11:29 da manhã, Anonymous Anónimo said...

A importância do municipalismo lisboeta é a mesma que a de um trampolim. Já de lá saíram "grandes figuras" para o nosso sistema político. "Assim de cabeça", lembro-me do PR e do PM.

Abraço,

A.A.

 
At 11:38 da manhã, Blogger pgs said...

Meu caro, A.A.!!!!
Como é? Vamos ser campeões? E a pequena herdeira? Tudo bem com ela?
Pois é... um dos problemas de Lisboa (como também de Cascais e de mais meia dúzia de outras câmaras) é que os partidos não escolhem "homens bons do concelho"... Escolhem figuras com projecção nacional! E isso enquista profundamente o espírito municipalista das eleições autárquicas. Por outro lado, quando não é assim, são estimulados caciquismos democraticamente deficitários como os de Marco de Canavezes (com o Avelino Ferreira Torres) ou de Gondomar (com o Major das batatas).

 

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