quinta-feira, junho 24, 2004

Bandeira de Portugal
Querido diário,
Ontem, um empedernido esquerdista que passou a adolescência, a juventude e os primeiros anos da vida adulta a chamar-me fascista e reaccionário, por alegadas tendências nacionalistas que me vislumbrava e porque a esquerda portuguesa gosta de usar semelhantes epítetos para classificar pessoas de direita, desancou-me forte e feio por eu não ter uma bandeira na janela e outra no automóvel…
Diz-me, querido diário, será que isso faz de mim menos português?

‘Driving without a flag?’ in Spectator.co.uk

2 Comments:

At 5:35 da tarde, Blogger Santa Cita said...

Talvez não.

Eu sou de esquerda, não sei empedernido, e não tenho nenhuma bandeira no carro nem em casa. Não me sinto, no entanto, menos Português por isso. Acho que a coisa se resume a isto, não há uma causa, é apenas divertimento, e por acaso, estamos (?) todos de acordo com o apoio à selecção.

Quantas destas bandeiras se ergueriam se fosse uma muito concreta luta contra, por exemplo, o absentismo?

Mas haverá sempre quem, de esquerda e de direita, ache que isto é, (como é que é moderno dizer?) ah! sim! "uso democrático" e "patriótico" dos símbolos nacionais, e depois a malta vê aí uns carritos a arrastar pelo chão um pano verde e rubro com uma coisa amarela no centro!

 
At 11:37 da manhã, Blogger CG said...

Não!(e não "Talvez Não")
Mas faz de ti um fascista fascizóide!
Consegues promover ao extremo o epíteto esquerdizante que as figuras esquerdizantes deste país tanto gostam de atribuir a quem não alinha nas suas diarreias intelectuais (lá do alto da sua sabedoria há um gajo de esquerda e autarca que me cumprimenta com o sieg hail, mas tenho quase a certeza que não sabe o que significa a expressão).
Por isso, coloca lá a porcaria da bandeira na janela apenas depois do euro. Assim, demonstras que o teu patriotismo não depende da realização de jogos de futebol.

 

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